UM ESTUDO ERGONÔMICO DAS SALAS DE AULA DE UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA DE ENSINO SUPERIOR

Véra Lúcia Conceição da Silva, Eduardo Costa Saraiva, Gleice Kelly da Silva Araújo

Resumo


INTRODUÇÃO

Atualmente, no topo dos indicadores de desconfortos ocupacionais encontram-se os problemas de distúrbios musculoesqueléticos. Distúrbios esses explicados por Punnet e Wegman apud Alencar (2008, p. 127):

 Os distúrbios osteomusculares ou musculoesqueléticos relacionados ao trabalho (DORT), continuam crescendo entre a população de trabalhadores, e o problema continua sendo uma preocupação dentro do tema sobre promoção à saúde no trabalho. As DORTs incluem uma variedade de condições inflamatórias e degenerativas afetando os músculos, tendões, ligamentos, articulações, nervos periféricos, etc; incluindo: inflamações em tendões (tendinites), tenossinovites, bursites, compressões nervosas (como síndrome do túnel do carpo, dor ciática), bem como outras condições como mialgias, lombalgias, etc. (PUNNET; WEGMAN, 2004).

 

Esses desconfortos ocupacionais atingem trabalhadores de diferentes formas, no geral provocando dor com certa intensidade a ponto de dificultar a qualidade e produtividade desse trabalhador. Levando em consideração o crescimento desta problemática, a ergonomia tem como objetivo solucionar ou minimizar tais dificuldades, fazendo adaptações do ambiente de trabalho ao trabalhador. Ao oferecer melhores condições de trabalho, a ergonomia reduz fatores como o estresse, a fadiga, e principalmente a dor, promovendo consequentemente o aumento do bem-estar e desempenho eficiente de seus colaboradores.

Durante uma jornada de trabalho, na qual muitos professores possuem uma rotina de muitas horas de serviço, esses trabalhadores podem assumir inúmeras posturas diferentes, que podem causar doenças ocupacionais relacionadas ao trabalho (DORT), pois nem sempre em seus espaços de trabalho, que nesse caso são as salas de aulas, possuem um mobiliário que atenda às necessidades da postura de cada um, causando problema de desajustes posturais. Pode-se citar como resultado dessas discussões, a NR 17.  Essa Norma Regulamentadora, em seu item 17.1, visa estabelecer “parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.” (BRASIL, 2008).

Diante destes fatos, foi proposta a realização de uma pesquisa e aplicação de método ergonômico postural em uma instituição privada de ensino superior da cidade de Cacoal/RO, a fim de verificar a satisfação dos professores da referida instituição em relação às adequações do mobiliário nas salas de aula.

            O embasamento teórico e a pesquisa de campo, com dados apresentados na forma de gráficos, constituíram os resultados a partir dos quais foram desenvolvidas as análises e o resultado final.

 

 


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Referências


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALENCAR, M do C. B. de. Distúrbios músculo. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo, v. 20, n. 2, p. 126-134, maio/ago. 2009.

BRASIL. Ministério do Trabalho. Normas Regulamentadoras – N° 17.1 e 17.2. Disponível em: http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-17-ergonomia. Acesso em: 02.09.2017

COUTO, Hudson de Araújo. Ergonomia aplicada ao trabalho. Manual técnico da máquina humana. Vol. II. Editora Ergo. Belo Horizonte,1996.

SANTOS, Raquel; FUJÃO, Carlos. Antropometria. Universidade de Évora – Curso Pós Graduação: Técnico Superior de HST: 2003.

SOUZA, A. P.; MINETTE, L.J. Ergonomia aplicada ao trabalho. In: MACHADO, C. C. Colheita florestal. Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa, 2002. P.293-309.

PEREZ, Vidal. A INFLUÊNCIA DO MOBILIÁRIO E DA MOCHILA ESCOLARES NOS DISTÚRBIOS MUSCULO-ESQUELETICOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES. 2002. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFSC, Florianópolis.


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