A DEPENDÊNCIA QUÍMICA E O USO DA TERAPIA COGNITIVO- COMPORTAMENTAL BASEADA NA CONCEITUAÇÃO DE MODELOS COGNITIVOS

Ricardo Alexandre Aneas Botta, Matheus Gonçalves, Pâmela Melpone de Jesus

Resumo


Ao passo que a evolução dos aspectos sócio-culturais acontece e afetam os indivíduos, acontece paralelamente, o aumento observável de transtornos psiquiátricos de qualquer natureza, conhecida e descrita pelos manuais psiquiátricos em decorrência das mudanças quem vem ocorrendo ao longo do tempo e pela necessidade de rapidez que os indivíduos vêm adquirindo com o advento da tecnologia. Tendo em vista, tais padrões de comportamentos inadequados, sabe-se que a dependência química é um dos fatores externos que contribuem para este fato. Com isso, há ligação direta entre a alteração de comportamento do sujeito ocasionada pela dependência química em decorrência de crenças existentes relacionadas ao vício e sua correlação com dados físicos e psíquicos de determinado sujeito.

Segundo o DSM-IV, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, os critérios que norteiam o diagnóstico de tal prática, apontam pontos chaves que caracterizam o uso abusivo de substâncias, como: aumento progressivo da quantidade para que haja efeito desejado, manifestação de abstinência, compromissos sociais de grande importância não sendo cumpridos pela condição inadequada desse sujeito entre outros motivos que o dependente apresenta.

Deste modo, a Terapia Cognitiva (TC) ou Terapia Cognitivo-comportamental (TCC), como é conhecida, vem se mostrando eficaz no que tange a dependência química e suas possíveis comorbidades a partir de conceituações baseadas nos pressupostos do grande propulsor desta abordagem, Aaron T. Beck e de técnicas diretivas e focadas no problema.

A partir disso, sabe-se que as TCC’s podem ser classificadas em três grandes divisões, classificações essas, que permeiam toda a prática clínica e que são de grande valia no tratamento de abuso de substâncias químicas. São elas, de acordo com Beck (2005), 1) terapia de habilidade de enfrentamento, que está voltada para desenvolvimento de repertório de habilidades que tem por objetivo fornecer ao sujeito maneiras de lidar com situações-problema; 2) terapia de solução de problemas, que visa o desenvolvimento de estratégias para lidar com uma série de dificuldades pessoais cotidianas; e por fim, 3) terapia de reestruturação, que enfatiza e pressuposto de que as fragilidades emocionais são consequências de pensamentos disfuncionais tornando o propósito da terapia treinar esses pensamentos e torná-los funcionais e menos suscetíveis a fragilidades.

Dado o contexto, a presente revisão bibliográfica tem por objetivo apresentar as conceituações da Terapia Cognitiva voltada ao uso abusivo de substâncias psicoativas, apresentando os grandes nomes dessa linha teórica, principalmente relacionada a Aaron T. Beck e suas proposições acerca do modelo cognitivo.


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